Aterosclerose: o que é, sintomas, tratamento e consequências

A aterosclerose ocorre quando placas de gordura e tecido fibroso são formadas nas paredes internas das artérias, impedindo o fluxo sanguíneo. É o problema de saúde que é a principal causa de infartos, acidentes vasculares cerebrais e da doença arterial periférica. Agora que você sabe o que é a doença, está na hora de descobrir os sintomas, tratamento e consequências.

Aterosclerose

Sintomas

Infelizmente, até certo ponto a aterosclerose não apresenta sintomas — a pessoa só sabe que há algo errado quando a obstrução na artéria é grande o suficiente para a pessoa ter dificuldade em levar o oxigênio para o corpo. Os sintomas resultantes dependerão de onde a obstrução ocorre. Os casos mais comuns envolvem a obstrução nas artérias que levam sangue ao cérebro, ao coração, às pernas e aos rins.

Tratamento

O melhor tratamento é a prevenção, mas, uma vez que a pessoa já está dentro do grupo de risco para a aterosclerose, deve mudar seus hábitos de vida de modo a viver de maneira mais saudável e evitar a formação dessas placas de gordura. O primeiro hábito a ser incrementado é uma alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos constantes, para combater o sobrepeso. Se você fuma ou consome álcool, é indispensável que pare com esses hábitos.

Na sua dieta, você deve evitar ingerir carnes gordurosas e processadas, como salsichas e linguiças, fast food, cremes, manteigas, queijos, biscoitos e bolos, óleo de coco e de palma. Se preza pela sua saúde, precisa ingerir alimentos como óleo de peixe, abacate, sementes, castanhas, cereais e nozes, óleo de girassol, cártamo, canola, colza e oliva.

Se você fuma, é recomendado parar o quanto antes, pois fumar um fator de risco para quem não quer desenvolver aterosclerose. As chances de desenvolver a doença são 50% menores em ex-fumantes, não importa se pararam com o hábito há meses ou anos. Você não está impossibilitado de ingerir álcool, pois a recomendação é de 1 drinque para as mulheres e 2 para os homens. Não passe disso.

Também pode ser prescrito um tratamento medicamentoso. Não há um remédio específico para a aterosclerose ou para reduzir as placas já formadas, mas os médicos podem receitar medicamentos que agem contra as complicações da doença. Esses medicamentos são, por exemplo, os diuréticos, os vasodilatadores, os anticoagulantes e as estatinas.

Pode ser necessário fazer cirurgias em último caso, para que possa ser melhorada a vida do paciente. Entretanto, mesmo com as cirurgias não é possível curar a aterosclerose. Pode ser feita a chamada angioplastia com stent, que consiste em empurrar com um tubo de metal deixado por um cateter a placa de gordura, o que permite que o sangue passe com mais facilidade.

Existe um procedimento chamado endarterectomia, que se trata da abertura da artéria para remover a placa aterosclerótica da parede interna. Esse procedimento costuma ser feito na artéria carótida, a qual leva sangue para o cérebro, com o objetivo de evitar acidentes vasculares cerebrais. Dependendo do caso, outros procedimentos devem ser feitos, por exemplo quando há a formação de trombos. Nesse caso, a terapia fibrinolítica pode tentar dissolver essas placas de gordura. É muito eficaz nas primeiras 24 horas após os primeiros sintomas. Entretanto, há as chances de o procedimento causar choque anafilático e hemorragia interna.

Existe o bypass vascular, que é um procedimento onde se constrói um novo caminho para o fluxo de sangue a partir de uma veia. Assim, o sangue consegue chegar ao seu destino sem dificuldades.

Há a medicina alternativa que dizem ajudar no tratamento contra a aterosclerose, mas não há comprovação científica da eficácia desses alimentos e a suplementos. Deve-se tomar cuidado também com a interação medicamentosa/alimentar. Se quiser iniciar um tratamento assim, converse com seu médico, discuta a questão com ele.

 Consequências da aterosclerose

Se não controlada, a aterosclerose pode trazer muitas consequências ao paciente. Pode trazer, por exemplo, doença arterial coronária, doença arterial carotídea, doença arterial periférica, aneurisma, trombose e insuficiência renal crônica.

 Obrigado por ler o artigo e até mais!

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